SADISMO - Desvio no comportamento sexual, no qual a satisfação não pode ser conseguida senão com a imposição de sofrimento ao parceiro. Por extensão, denomina-se sadismo o prazer em fazer mal aos outros, em maltratar pessoas ou animais. Este termo teve origem no nome do Marquês de Sade, que se celebrizou por seus crimes sexuais. Embora se afirme que em todo ato sexual, sobretudo no homem, há certa nota de agressividade, de afirmação violenta, não se pode confundir isto com atos de violência física. Estes podem ir desde atos sanguinários moderados até ao vampirismo, mutilações, antropofagia e estrangulamento. As próprias violências morais, como insultos e humilhações, podem ser consideradas também como uma forma de sadismo. Em outros casos, podem ocorrer formas menos diretas, como o desejo de rasgar roupas das vítimas ou destruir seus objetos de estima. Forma mais ou menos atenuadas de sadismo são comuns em indivíduos violentos e agressivos. Segundo a psicanálise clássica, as manifestações acima citadas são tendências instintivas sádico-agressivas dos impulsos, comuns a todo indivíduo, envolvendo a necessidade de afirmação de si, posse e domínio, implicando em atitudes de violência e crueldade. A evolução perturbada de tais impulsos aparece em diferentes tipos de neuroses e psicoses. Erros de educação e fortes repressões na evolução normal da sexualidade podem acentuar determinadas tendências do indivíduo para o sadismo.


SENSAÇÃO - Efeito de uma impressão mental, quase sempre complexa, que se tem através de órgãos dos sentidos. Esquematicamente, pode-se dizer que a sensação tem origem num estímulo ou numa excitação, que atua sobre os receptores (retina, pele, etc.) de órgãos sensoriais, provocando a impressão; esta é levada pelos nervos sensitivos dos centros nervosos (cérebro), tendo-se portanto a condução; e por fim se dá a sensação propriamente. Conforme essa teoria da localização, as sensações passam a ser "percebidas" quando uma determinada área sensorial do cérebro (terminal nervoso) é ativada.

O termo designa uma considerável variedade de aspectos e fenômenos psicológicos, ligando-se também a atividades físicas, como é natural. Não se pode falar de sensação sem falar dos sentidos. E costuma-se dividir o estudo dos sentidos em dois pontos: percepção (correspondendo à utilização dos sentidos frente a fatos do meio-ambiente ou do próprio indivíduo), e sensação (correspondendo aos estímulos que impressionam os órgãos dos sentidos, ao funcionamento desses órgãos). Cada órgão sensorial dispõe de grande capacidade de "registrar", ou, para empregar o verbo mais adequado, de "sentir" determinado tipo de estímulo; para isso, o órgão está devidamente adaptado e especializado nessa determinada função. De maneira que, por exemplo, os ouvidos reagem a variações de vibrações sonoras, ao passo que os olhos reagem a intensidades ou comprimentos de ondas da luz, e assim por diante. Como é sabida, há cinco sentidos humanos: visão, olfato, audição, gustação e tacto. Esses sentidos podem ser classificados em três tipos: extroceptores (que recebem estímulos do exterior), introceptores (que recebem estímulos do interior do corpo - a boca, a garganta, o esôfago, o estômago, os intestinos e os pulmões). e proprioceptores (que se acham em certos músculos, tendões, articulações - e portanto no próprio corpo, daí o nome - sendo ativados por movimentos dessas partes orgânicas). As células sensoriais podem ser consideradas em categorias diferentes, conforme as áreas da pele em que se acham e também conforme a distância entre elas e a superfície da pele. Além; desses conceitos relacionados aos sentidos, considera-se que as sensações referentes aos movimentos, às posições e a pressões sofridas pelo corpo são notadas por células sensoriais especializadas, que se acham em músculos, tendões e juntas - é o que se denomina de sistema cinestésico ou cinestesia.


SÍNDROME - Conjunto bem determinado de sintomas que não caracterizam necessariamente apenas uma afecção patológica ou uma só moléstia, mas podem traduzir uma certa modalidade patogênica. O conceito de síndrome distingue-se da idéia de doença por não implicar numa unidade etiológica ou patológica. Uma mesma síndrome pode ser produzida por diferentes doenças. Os síndromes designam-se ora pelos fenômenos fisiopatológicos que os caracterizam, ora pelo órgão ou estrutura cujas alterações determinam o fenômeno mórbido, ou ainda pelo nome do autor, ou autores, que os descrevem. A síndrome comocional caracteriza-se por um conjunto de distúrbios neuropsíquicos, provocados por explosões ocorridas próximo ao indivíduo sem que esta seja ferido ou apresente lesões nervosas localizadas. Os principais sintomas são: astenia, fatigabilidade, cefaléias, vertigens e hipoestesias. Esta síndrome depende de um comprometimento funcional geral dos centros nervosos com lesões discretas e difusas, geralmente reparáveis. Por muito tempo esta síndrome foi confundida com síndromes emocionais, psiconeuroses emotivas e manifestações de histeria. A síndrome atópica dos feridos crãnio-cerebrais, que compreende distúrbios independentes de lesões nervosas localizadas, confunde-se na maioria dos casos com a síndrome comocional.


SUBLIMAÇÃO - Mecanismo de defesa pelo qual a energia psíquica de tendências e impulsos inaceitáveis primitivos se transforma e se dirige a metas socialmente aceitáveis, isto é, o inconsciente desloca energia de certas tendências condenáveis ou inaceitáveis, para realizações consideradas "superiores". Dessa forma, as necessidades instintivas e os impulsos inaceitáveis encontram na sublimação uma "saída", um modo "normal" de expressão. Aquelas tendências e impulsos primitivos inaceitáveis - com finalidades por exemplo pessoais, egoístas, proibidas, "irregulares" - são transformadas e sua energia é dirigida a atividades digamos científicas, altruísticas, políticas, artísticas, etc., pelo mecanismo da sublimação. Vê-se que assim o indivíduo ao mesmo tempo elimina ou reduz possibilidades de perversão, de neuroses, de anormalidades psíquicas, por meio da sublimação encaminha sua atenção e sua potencialidade para realizações e criações positivas. Dessa forma têm-se desenvolvido grandes promoções sociais e culturais baseadas no trabalho de uma pessoa, e também especialmente é assim que aparecem muitos grandes vultos na ciência, na literatura, na religião, etc. Por isso, a sublimação é tida como o mais importante mecanismo do inconsciente para a vida normal do indivíduo. Exemplo: um impulso libidinoso pode ser sublimado e dar ao indivíduo condições, interesse e sentimento estético para se transformar num grande músico; um impulso agressivo pode transformar um homem comum num ótimo pugilista, ou mesmo ótimo jogador de futebol. Nesses exemplos, a música (ou atividade artística) e o pugilismo ou futebol (também poderiam ser outras modalidades esportivas) são objetivos substitutos apresentados pelo processo de sublimação: vem substituir os objetivos "condenáveis" daqueles impulsos interiores.

Segundo Freud, que criou o termo, a sublimação é responsável por muitas "das nobres aquisições do espírito humano".

Ao contrário de outros mecanismos de defesa, na sublimação os impulsos encontram saída por via artificial. O impulso original desaparece quando a sublimação se completa, porque a energia dele lhe é retirada, e encaminhada para o objetivo-substituto.


SUPEREGO - É uma das três instâncias da personalidade na teoria freudiana. O Superego é o conjunto de interdições, de defesas e de princípios introjetados que vai se constituindo, progressivamente, no decorrer do tempo.

Uma idéia inconsciente não se traduz, necessariamente, em ato. Toda tendência, todo desejo, toda aspiração não podem, com efeito, ser satisfeita, no mundo da realidade, porque a integridade física e psíquica do indivíduo poderia ser posta em perigo ao satisfazer um impulso que vai contra as normas da realidade exterior. As forças da realidade do mundo exterior podem, portanto, opor-se a exteriorização de um ato por interdições mais ou menos prementes. Segue-se um verdadeiro conflito entre dois tipos de fòrças: de um lado, as forças internas de origem inconsciente, de outro lado, as forças externas, conscientes.

Suponhamos que uma interdição seja bastante poderosa para impedir que o ato se realize. O que será feito da idéia que sustentava o ato e que, em si mesma já era um ato interior detentor de certa dinamismo? Não se pode imaginar que essa idéia irá se dissolver sem deixar traços. Caso contrário não seria dinâmica. A energia de que se acha revestida, não sendo utilizada, permanece disponível. Na realidade, a idéia subsiste integralmente.

Com o tempo, todas as forças, todas as interdições, obrigações, em suma, tudo o que constitui as contrapulsões, é assimilado pelo indivíduo. Elas acabam por fazer parte integrante de seu psiquismo por um mecanismo de interiorização, denominada introjeção. O Superego é, portanto, uma formação progressiva e não uma instância psíquica inata e hereditária. Ele vai sendo constituído lentamente durante a infância, sobretudo a partir do momento em que os impulsos instintivos começam a encontrar as primeiras proibições impostas pelo mundo exterior. O Superego é, portanto, formado de normas sociais interiorizadas, podendo ser considerado como verdadeiro herdeiro dos pais. Com efeito, sobretudo durante a primeira infância, os pais representam para a criança a principal fonte de sanções, ameaças e oposições. Mas representam também um centro de segurança.

O Superego encontra-se, por conseguinte, na origem de segurança e insegurança psicológica do indivíduo, como os sentimentos de culpabilidade e inferioridade. Ele constitui um sistema defensivo normal e funciona sem que o indivíduo o perceba. Ele tem por finalidade impedir a satisfação de necessidades quando essa satisfação for de encontro ao que é moralmente condenável pela ética social que o indivíduo interiorizou.

 

sabotagem masoquista

Em Psicanálise, toda e qualquer ação, francamente destrutiva ou deliberadamente obstrutiva que tenha por motivo subjacente provocar uma punição sobre o próprio individuo que a pratica.

 

saciedade

Plena gratificação de um apetite ou, mais genericamente, de uma necessidade ou desejo. Estado do organismo quando o objeto necessitado é fornecido de modo tão completo que o apetite ou desejo se extingue em conseqüência da gratificação obtida. Estado de relativa insensibilidade à estimulação que se segue a uma série de estímulos intimamente relacionados.

 

sádico-anal

[De sádico + anal1.]

Adj. g. Psican. Diz-se da segunda fase do desenvolvimento sexual da criança, fase que se estende durante o segundo e o terceiro ano, e caracterizada pela transformação das vias de excreção em zonas erógenas. [Pl.: sádico-anais.]

 

sadismo

[Do fr. sadisme.]

S. m. Perversão sexual em que a satisfação erótica advém de atos de violência ou crueldade física ou moral infligidos ao parceiro sexual; algolagnia ativa. P. ext. Prazer com o sofrimento alheio. Tal prática foi descrita em novelas da autoria do Marquês de Sades (1740-1814), de quem recebeu o nome. As tendências sádicas podem estar associadas à satisfação sexual, a vivências fantásticas ou à atitudes sociais (vingança, humilhação, exploração) que frustrem ou impeçam os desejos de outras pessoas, substituindo ou reforçando a dor física que lhes é infligida. Em Psicanálise, as manifestações sadísticas são consideradas consequências do ressentimento infantil pelas punições e outros atos de repressão ou retaliação que a criança sofreu durante o treino da higiene pessoal, criação de hábitos alimentares etc. Assim, o sadismo oral, caracterizado pela propensão para morder e destruir com os dentes, teria base psicogenética na frustração infantil decorrente do desmame; e o sadismo anal, na repressão, pelos pais, das manifestações de indisciplina  defecatória do estágio anal.

 

sadismo invertido

Repressão ativa de fortes tendências sádicas. Manifesta-se no medo e vergonha de qualquer expressão consciente de hostilidade e agressividade, e tem por conseqüência, no comportamento, uma atitude de desânimo e inércia.

 

sadomasoquismo

Tendência simultânea para o sadismo e o masoquismo. Desvio sexual em que a excitação erótica esta vinculada à inflição (sadismo) ou sofrimento (masoquismo) de dor, comumente considerado perversão. Segundo a teoria psicanalítica da sexualidade infantil, a atividade sadomasoquísta  é característica das tendências destrutivas da criança frustrada em sua excitação e (ou) satisfação erótica, durante os estágios oral e anal do seu desenvolvimento psíquico.

 

Sander, figura de

Ilusão óptica construída da seguinte maneira: dois paralelogramos contínuos, de diferentes dimensões, dentro dos quais existem duas diagonais de comprimento idêntico. A diagonal do paralelogramo maior parece ser maior.

 

Sander Friedrich

Professor em Leipzig (1925), Gieszen (1929), Jena  (1933), Berlim (1949) e Bonn (1954-1960). Co-fundador da segunda escola de Leipzig, com Sprager, Volkelt, F. Krueger, O. Klemm e outros, que formulou a teoria psicológica estruturalista. Sander efetuou a conjugação da filogênese e da ontogênese com os princípios da atual-gênese. Bibliografia principal: Experimentelle Ergebnesse der Gestalt-Os., 1928; Structure, totality of experience and Gestalt, 1942; Personales Sein und Test-Ps., 1954; Ganzheits-Psychologie, 1962 (em  colaboração com Volkelt). (Ver: ESTRUTURALISMO/ SANDER, FIGURA DE)

 

sanguíneo, temperamento

Classificação muito antiga da personalidade, caracterizada pelo ardor, otimismo, fogosidade e entusiasmo. Supunha-se que o sangue era a causa desse tipo de comportamento.

 

Sartre, Jean-Paul

Principal iniciador do Existencialismo francês. (Ver: PSICOLOGIA EXISTENCIALISTA)

 

satisfação

Estado de um organismo quando as tendências dominantes da motivação atingiram seu objetivo ou finalidade, Edward L. Thorndike, em The Psychology  of Wants, Interests and attitudes (1935), define satisfação como “o estado que o animal nada faz por evitar, frequentemente fazendo coisas que o mantenham ou renovem”.

 

saúde mental

Estado relativamente constante da pessoa emocionalmente bem ajustada,  com gosto pela vida, capacidade comprovada de auto-realização e de autocrítica objetiva. É um estado positivo e não a mera ausência de distúrbios mentais. Para os teóricos do Eu (Rogers, Maslow, Murphy), o principio básico da saúde mental é o de auto-realização (Rogers) ou individuação (Maslow). A psicoterapia é um procedimento para a satisfação sistemática de necessidades, a fim de permitir a individuação do paciente. A personalidade saudável, dotada de autonomia individual e de autodireção, tem um forte sentido de identidade pessoal mas também é capaz de experiências “místicas” ou “oceânicas” , em que o indivíduo se identifica com outras pessoas, ao ponto de parecer fundir-se com toda a humanidade ou até mesmo com toda a natureza. Tem uma percepção eficiente da realidade (distinção entre o espúrio e o real, o falso e o autêntico, o desonesto e o honesto) e uma qualidade de “desprendimento”, definida como a capacidade de concentração, abstração produtiva e aptidão para estar só sem desconforto. A ansiedade e a insatisfação resultam de discrepâncias entre o conceito de Eu real e de Eu ideal da pessoa. A congruência entre dois conceitos é uma das mais importantes condições de bem-estar e felicidade pessoal e uma das metas da psicologia do Ser como método de correção da personalidade (Ver: PSICOLOGIA DO SER).

 

Sawrey, caixa de

Também chamada de “caixa de conflito”. Dispositivo experimental criado pelo psicólogo James M. Sawrey para estudar com animais (habitualmente ratos) os processos de frustração e conflito. É composta por uma caixa retangular cujo piso está formado por uma grelha de latão eletrificada, dividida em três partes. Em cada extremidade da caixa existe uma plataforma – uma com alimento e a outra com água. As partes mais próximas da comida e da água tem uma carga elétrica. O animal é colocado na seção do meio (parte segura) e para obter o alimento, numa extremidade, ou a água, na outra extremidade, deverá atravessar as seções eletrificadas da grelha. Criam-se desta forma situações de conflito do tipo abordagem-evitação e evitação-evitação que permitem investigar as alterações no comportamento psicológico (frustração, depressão) e mesmo certos fatores deletérios para a saúde física dos sujeitos (desenvolvimento de úlceras, por exemplo), decorrente do confronto com um conflito insolúvel.

 

Schultz, Johannes Heinrich

Psiquiatra e neurólogo berlinense. Deu grandes contribuições à Psicologia Clínica e psicoterapia, sobretudo através do método de treino autógeno. Bibliografia principal: Die seelische Krankenbehandlung (Psychotherapie), 1918; Das Autogene Training (1932); Bionome Psychotherapie (1951); Geschecht, Liebe, Ehe,(1951); Artz und Neuroze (1953); Praktischer Artz und Psycotherapie (1953); Hypnose-Technik (1959).

 

Schultz-Hencke, Harald

 Psicoterapeuta e psicólogo de Profundidade. Um dos principais representantes alemães da Neopsicanálise. N, em 18-8-1892 (Berlim); m. em 23-5-1953 (Berlim). Bibliografia principal: Der gehemmte Mensch, Entwurf eines Lehrbuches der Neo-Psychoanalyse (1947); Lebrbuch der analytischen Psychotherapie (1951); Das Problem der Schizophrenie, Analytiche Psyxhotherapie und Psychose (1952). (Ver: NEOPSICANÁLISE).

 

seccionamento, método de

É uma várias técnicas empíricas usualmente utilizadas para estimar a fidedignidade de teste. Também conhecido pelo nome de método das metades, consiste em dividir o teste ao meio segundo um determinado critério (itens pares e ímpares, por exemplo) e correlacionar os subescores assim obtidos. Este coeficiente é depois “corrigido”, mediante o emprego da fórmula de Spearman-Brown. (Ver: SPEARMAN-BROWN, FÓRMULA DE).

 

secreção

Produção e descarga, por um órgão ou tecido de uma substância fisiologicamente ativa.

 

segregação

Destaque de um grupo de fenômenos psicológicos dos fenômenos adjacentes e sua organização em grupo distinto e coerentemente formado. O conceito provém da Psicologia Gestalt e do estudo das relações fugira-fundo, mas foi generalizado a todo e qualquer fenômeno psicológico.

 

segurança

Estudo em que a situação de necessidades e desejos se encontra garantida. Atitude complexa de autodomínio, sangue-frio, presença de espírito e confiança nos próprios recursos, aliada à certeza de se pertencer a um grupo social valorizado.

 

segurança, dispositivo de

segundo Karen Horney (A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo), é um expediente por cujo intermédio um neurótico tenta fazer frente à hostilidade do seu meio ambiente, procurando meios indiretos que o protejam de qualquer ameaça.

 

segurança emocional

Estado em que a pessoa sente garantida a satisfação de sua necessidade emocionais, especialmente da sua necessidade de ser amada.

 

seleção

Escolha de um item para inclusão num grupo, classe ou categoria; ou a  emergência de certos itens, pertencentes a um grupo distinto, em consequência da aplicação de um determinado critério ou principio operacional.

 

seleção, método de

Método em que o sujeito escolhe, entre diversos estímulos, aquele que julga ser igual ao estímulo-padrão.

 

seleção profissional

Escolha, entre os candidatos a um cargo, daqueles que têm maiores probabilidades de se ajustar aos requisitos dele.

 

semântica

Ciência que estudo o significado evolutivo das palavras e outros símbolos que servem à comunicação humana. Conjunto de regras que descrevem o modo como os sinais (ou signos) se relacionam com os objetos. Sin.: Semiótica e Semiologia.

 

semântica, terapia

Método de tratamento que procura aperfeiçoar o ajustamento psicológico mediante a correção das interpretações defeituosas de palavras com elevado teor emocional. Segundo a teoria semiótica, os conteúdos psíquicos só são conhecidos através do sistema de comunicação (fala) e do significado ou interpretação que se inculca às palavras (hermenêuticas). Se houver um defeito hermenêutico, este se refletirá inevitavelmente no comportamento. Ch. Morris (Faundations of the theory of signs, 1938) foi o responsável pelo grande incremento dado, nos Estados Unidos, à terapia semântica, que dividiu em três categorias de interpretação da comunicação entre o paciente e o psicoterapeuta: pragmática, sintática e semiótica (cf. Ch. Osgood, Measurement of Meaning, 1958; R. Carnap, Introduction to Semantics, 1948; Ch. Morris, Signs, Language and Behavior, 1946; W. Stegmüller, Das Warheitsproblem und die Idee der Semantik, 1957).

 

semântico, aconselhamento

Método de orientação pedagógica e psicoterapêutica baseado no pressuposto de que os problemas de ajustamento são causados por dificuldades na interpretação de significados.

 

semântico, diferencial

Técnica desenvolvida por Charles Osgood, na Universidade do Illinois, que permite analisar quantitativamente a carga emocional, isto é, o valor conotativo de diferentes estímulos (conceitos, sons, etc.). Permite apurar, num “espaço semântico”, o valor afetivo que o individuo atribui a um estímulo qualquer. Com o auxilio de cerca de 20 escalas cuidadosamente selecionadas (belo/feio, quente/frio, alegre/triste, sensual/austero etc.), uma amostra representativa da população indica a direção da carga emocional (positiva/negativa) associada ao estímulo, assim como a intensidade da sua reação (muito/pouco etc.).

 

semantogênico, distúrbio

Perturbação definida por A. Tarski (Der Warheitsbegriff in den formalisierten Sprachen, 1936) como o desajustamento de personalidade resultante de uma persistente compreensão defeituosa do significado de palavras de elevado teor emocional. (Ver: SEMÂNTICA, TERAPIA).

 

semelhança

Correspondência entre vários dados ou elementos, num aspecto determinável. A propriedade de dois ou mais dados que possuem algumas características exatamente idênticas, mas não todas. Sin.: Identidade Parcial. Na Psicologia da Gestalt, a semelhança é uma das leis básicas da organização das formas perceptuais: “Se duas coisas são semelhantes, tendemos a percebê-las como pertencentes ao mesmo conjunto”.

 

semiologia

No domínio da Medicina é o estudo sistemático dos sintomas de doenças especificas. Sin.: Sintomatologia.  Para os demais acepções do termo, ver: SEMÂNTICA.

 

semiótica

Ver: SEMÂNTICA.

 

senilidade

A velhice. Perda de funções mentais e físicas por causa da avançada idade. Sin.: Senescência

 

senilismo

Manifestações somáticas ou de comportamento próprias da senilidade, mas que registram em idade em que não se justificam ainda, razão por que se lhe dá habitualmente o nome senilidade prematura.

 

sensação

[Do b.-lat. sensatione.]

S. f. Psicol. Processo sensorial consciente correlacionado com um processo fisiológico, e que proporciona ao homem e aos animais superiores o conhecimento do mundo externo.

 

sensação, energia específica da

Teoria de que a qualidade sensorial é, primordialmente, função do mecanismo sensorial e relativamente independente do estímulo. Por exemplo, um estímulo quente, aplicado num órgão receptor frio, provoca frio e não calor.

 

sensação máxima

Intensidade de uma sensação que não sofre qualquer incremento, mesmo que se aumente o estimulo.

 

sensibilidade

Capacidade de sentir em geral ou de modo particular; por exemplo, sensibilidade visual. Sin.: Respectivamente. Suscetibilidade ao Sentimentos e Emoções. Sensitividade (pouco usado).

 

sensível

Qualidade que caracteriza o objeto capaz de ser apreendido, no todo ou em parte, pelos sentidos, em virtude de sua intensidade ou situação acima do limiar da percepção.

 

sensorial

Característica de um órgão dos sentidos e suas atividades. (Ver.: PERCEPÇÃO SENSORIAL)

 

sensorial, campo

Conjunto de estímulos que afetam um órgão receptor em determinado momento. O conjunto de coisas que afetam a totalidade das experiências pessoais, através dos sentidos, em dado momento, chama-se campo perceptual.

 

sensorial, condicionamento

Apresentação simultânea, ou em rápida seqüência, de dois estímulos (por exemplo, uma luz e um som), às vezes suficientes para que um estimulo possa ser substituído pelo outro na indução de uma resposta (reação) especifica. (Ver: CONDICIONAMENTO)

 

sensorial, discriminação

Reação às diferenças nos dados sensoriais ou nos estímulos perceptuais.

 

sensorial,  distância

Intervalo que separa dois dados sensoriais, em dada dimensão de sensação. Pode expressar qualidade, intensidade, duração, ordem temporal ou espacial, tal como seja diretamente apreendida.

 

sensorial, ilusão

Apreensão errônea de um objeto, diretamente causada pelo mecanismo sensorial ou pelas relações inerentes à situação objetal. Sin.: Ilusão Perceptual.

 

sensorial, impressão = dado sensorial

O fato inferido de que as áreas sensoriais do cérebro ou, de modo geral, os mecanismo sensoriais (receptores, nervos aferentes e áreas de projeção sensorial) foram estimulados por um especifico processo receptor. Os behavioristas preferem usar esta designação em vez de sensação, que consideram metafisicamente discutível.

 

sensorial, nervo

Nervo que liga um órgão receptor com a medula ou cérebro. Em alguns casos, o terminal periférico do nervo sensorial é o próprio receptor.

 

sensorial, pré-condicionamento

Dispositivo experimental em que dois estímulos (entre os quais não há generalização de estimulo) são apresentados repetida e consecutivamente, após o que o animal é condicionado para reagir de modo especifico ao segundo. O pré-condicionamento sensorial manifesta-se se o primeiro estímulo provocar a reação condicionada. (Ver: CONDICIONAMENTO)

 

sensualidade

Gratificação obtida através da estimulação dos sentidos, especialmente dos inferiores. Emprega-se sobretudo em relação à gratificação sexual (voluptuosidade). Não confundir com SENSUALISMO (ver)

 

sensualismo

Doutrina formulada por Locke (Ensino sobre o Entendimento Humano, 1690), segundo a qual  todas as idéias resultam de experiências externas (sensações). Tudo o mais são imagens e reflexões que se combinam a partir dessas experiências iniciais. O empirismo de Locke baseou-se neste axioma sensualista: nibil est in intellectu quod prius non fuerit in sensu (nada existe na intelecto que não tenha estado previamente nos sentidos).

 

sentenças incompletas, testes das

Testes projetivos que consistem em solicitar do sujeito que complete uma lista previamente selecionada de frases inacabadas, por exemplo: “Eu gosto de...”. essas frases incompletas podem dirigir o sujeito para associações relacionadas com temas pertinentes à sua personalidade.

 

sentidos

Conjunto de órgãos cuja estimulação dá inicio ao processo interno de percepção sensorial. Consiste nos terminais dos nervos aferentes (condutores) e nos agrupamentos de células, associadas a esses terminais, que se especializam na recepção de uma forma especifica de energia estimulante. As varias especializações constituem as modalidades sensoriais, divididas em três grupos: I. SENTIDOS DE DISTÂNCIA: (a) Visão, (b) Audição. II SENTIDO DA PELE : (c) Tato, (d) Temperatura e (e) os sentidos químicos do paladar e olfato. III SENTIDOS DE PROFUNDIDADE: (f) Cinestesia (posição e movimento dos músculos e articulações), (g) Equilíbrio (sentido vestibular) e (h) Estabilidade Interna (equilíbrio e sensações dos órgãos internos). (Ver: PERCEPÇÃO SENSORIAL e cada SENTIDO, separadamente).

 

sentimentalismo

Emoção superficial e débil, sem causa justificável. Excesso de emoção ou sentimento como motivo de prazer (sentimentalismo deriva de sentimental, não de sentimento, sendo aconselhável manter a distinção)

 

sentimento

Disposição complexa da pessoa, predominantemente inata e afetiva, com referência a um dado objeto (outra pessoa, coisa ou idéia abstrata), a qual converte esse objeto naquilo que é para a pessoa. O sentimento é simultaneamente identificado pelo objeto e por certas relações entre a pessoa e esse objeto. Tais relações implicam, além do afeto central, a influência de elementos mentais (ou psíquicos) consentâneos com as emoções englobadas nesse afeto.

 

sentimento, teoria tridimensional do

Teoria proposta por Wundt segundo a qual um sentimento ou afeto possui três dimensões: prazer-desprazer, excitação-quiescência, tensão-relaxação.

 

sentir

Receber impressões sensoriais de um objeto ou situação. Tocar e explorar um objeto com a superfície do corpo, especialmente os dados. Experimentar um estado corporal genérico: sentir-se bem, sentir frio, sentir uma dor, associado a emoções, valências ou afetos. (Ver: SENTIDOS)

 

sequência

Sucessão de coisas uma após outra, por ordem de seu aparecimento ou ocorrência. Nos testes de Rorschach, é a ordem em que o sujeito responde à totalidade, contornos, detalhes e mínimos detalhes nos borrões de tinta.

 

sequência emocional, teoria da

Procurando solucionar definitivamente a questão das relações entre a experiência emocional e a expressão corporal, que ficara em parte por resolver nas teorias James-Langue e Cannon-Bard (ver), a psicóloga Magda Arnold salientou que as hipóteses anteriores davam maior ênfase à segunda parte da seqüência (emoção-expressão) e desprezavam o seu componente inicial: a percepção. Nem todas as percepções redundam em reação emocional, pelo que tem de haver um mecanismo que avalie a situação. M. Arnold (Emotion and Personality,1960) sugeriu a seguinte seqüência: (1) Percepção – recepção neutra de estímulos  externos; (2) Avaliação – apreciação e triagem dos estímulos como bons ou maus, benefícios ou nocivos; (3) Emoção – tendência favorável aos estímulos bons e opostas aos que se julgam maus; (4) Expressão – padrão de alterações fisiológicas organizadas no sentido de aproximação ou evitação, distinto para cada emoção; (5) Ação – aproximação ou evitação.

 

série, efeito da posição na

É a influencia que a posição de um determinado item exerce sobre a correta aprendizagem de uma série de itens. (Ver: LEI DE SÉRIE)

 

série, lei da

Lei estabelecida por Paul Kammerer, de Viena, segundo a qual as experiências humanas mostram tendência para ocorrer em série, em lugar de apresentarem simultaneamente. A lei baseou-se na observação do comportamento de sujeitos durante a execução de testes de aprendizagem, tendo-se verificado que, em face de um grupo de estímulos, as reações (ou respostas)  obedeciam a uma ordem exatamente prescrita, ou seja, ocorriam de acordo com uma série integrada de atos. A partir desta lei, estabeleceram-se vários métodos de aprendizagem em série, também designados por associação em série e comportamento em cadeia.

 

sexo

Caracterização do organismo com base nos órgãos de reprodução e diferenças anatômicas entre macho e fêmea. Quanto aos órgãos de reprodução, a distinção baseia-se entre os organismos que contêm células espérmicas (homem) e células ovulares (mulher). (Ver: SEXUAL)

 

sexual

Tudo o que diz respeito às funções reprodutoras da espécie. À parte o seu significado geral, sexo e sexual, estão explicito numa série de outros termos amplamente usados em Psicologia: (a) erótico – relativo às sensações, motivos e sentimentos inspirados pelo impulso sexual; nesta acepção, também se emprega a expressão psicossexual, significando a conjugação da atividade ou comportamento sexual com os sentimentos eróticos; (b) amoroso – relativo à pratica amorosa quando o comportamento sexual está envolvido; (c) libidinal – relativo às funções do comportamento e à experiência sexual que lhes estiver associada; é termo largamente usado em Psicanálise (ver: LIBIDO); (d) sensual – relativo à gratificação sexual ou à tendência para uma excessiva preocupação com o sexo (para outros significados, ver: SENSUALIDADE E SENSUALISMO)

 

sexual, anomalia

Comportamento na esfera sexual, que se desvia do normal, mas não é necessariamente considerado patológico. O termo para as anomalias patológicas (quer sejam socialmente condenáveis ou não) é perversão e por vezes inversão (Ver: PERVERSÃO)

 

sexual, identidade

Segundo Erik Erikson, é uma das dimensões requeridas para o desenvolvimento adequado da identidade pessoal. Um papel sexual apropriado consiste no indivíduo ver-se totalmente masculino ou totalmente feminino e sentir-se à vontade em seus contatos com os membros de ambos os sexos contribui de forma decisiva para o seu sentido de identidade. Uma identidade sexual inadequada resulta naquilo a que Erikson chamou “difusão bissexual”.

 

sexualidade infantil, teoria da

Segundo a teoria psicanalítica freudiana, a criança tem, desde que nasce capacidade para as experiências sexuais, que se refletem em seu comportamento consciente ou inconsciente. O modo como a energia sexual – a libido – se desenvolve na criança (quer normal, quer bloqueada e desviada para canais patológicos) é de grande significado no desenvolvimento total do individuo e em sua capacidade de ajustamento aos problemas da vida. Em seu estagio inicial, a libido caracteriza-se por seu polimorfismo perverso, visto fixar-se, sucessivamente em diversas partes do corpo. A primeira fonte de satisfação infantil localiza-se na região oral, isto é, o prazer psicossexual é obtido nas atividades de mamar (sucção), mastigar, morder. O desmame interfere depois com essa fonte de satisfação e a libido infantil é então dirigida para nova região erógena – o ânus – e o prazer é obtido através da defecação e manipulação das fezes. Diz-se que a sexualidade infantil evoluiu do estágio de erotismo oral para o de erotismo anal. Este último acabará sendo frustrado pelo treino de higiene intima e a criança progride para o estágio de erotismo fálico, em que a satisfação da energia sexual deriva da masturbação. Segue-se um período de latência, em que a sexualidade é totalmente reprimida, após o que o indivíduo atinge a maturidade – estágio genital – em que a gratificação sexual será obtida através da união heterossexual própria do adulto. Podem ocorrer “fixações” em qualquer desses estágios psicossexuais, aceitando-se até a possibilidade de que o adulto maduro e razoavelmente bem ajustado tenha sempre alguns vestígios de imaturidade decorrentes do seu desenvolvimento sexual  infantil. Contudo, as fixações notoriamente “anormais” resultam numa estrutura de caráter fragilmente desenvolvida. No decurso do seu desenvolvimento psicossexual, a criança também busca um objeto  externo para satisfazer seus desejos eróticos e, em virtude da proximidade e ternura parental, o objetivo escolhido é a mãe (ou o pai, isto é, sempre o individuo do sexo oposto ao da criança). No rapaz, esse complexo de desejo recebeu o nome de Complexo de Édipo; na menina, Complexo de Electra. Como a criança teme a retaliação por parte da mãe (ou pai), em virtude de seus desejos “incestuosos”, acaba por reprimi-los e uma parcela considerável da energia libidinal é dirigida para a socialização. O inicio da puberdade, é atingida a sexualidade genital adulta. Os dissidentes freudianos (Jung, Adler e Rank) e os psicanalistas neofreudianos não atribuíram à sexualidade infantil o mesmo importante papel que Freud lhe deu na gênese da neurose. (Ver: PSICANÁLISE)

 

Sheldon, tipos de personalidade de

Ver: PERSOMALIDADE, TIPOS DE.

 

significado

Importância, valor ou propriedade que diferencia uma comunicação de outra, dando-lhe um sentido que produz determinado conhecimento ou conduz a uma determinada ação por parte da pessoa a quem a comunicação foi dirigida.

 

significância estatística

Uma prova de significância é o mesmo que uma prova de hipótese estatística. Usa-se o termo porque, em geral, o resultado da prova de hipótese exprime-se no fato da diferença entre um valor amostral e o correspondente valor populacional ser ou não ser significante; isto é, se o valor da variável aleatória for elemento da região critica pré-estabelecida, dir-se-á ser um valor significante.

 

simbiose

Em Psicanálise, a incorporação de um sintoma no ego, de modo que passa a constituir parte integrada da personalidade; por exemplo, o delírio de grandeza. Para Erich Fromm (Análise do Homem), a simbiose é uma condição em que a pessoa depende de outras, não para um esforço mútuo e colaboração mas para a situação de necessidades neuróticas.

 

símbolo

[Do gr. symbolon, pelo lat. symbolu.]

Sinal, signo ou marca, num sistema de relações significativas, cujas aplicações e operações são governadas por leis e convenções:por exemplo, os símbolos algébricos, lingüísticos, aritméticos, diagramáticos, etc. Representação na realidade externa de um processo mental, de uma imagem ou idéia. Jung (Symbolik dês Geistes, 1949) a diferenciação entre símbolos e signo:”Toda a concepção que interpreta a expressão simbólica  como expressão analógica ou abreviada de uma coisa conhecida é semiótica, quer dizer, é tratada à maneira de um signo. Uma concepção que interpreta a expressão simbólica como a melhor expressão de uma coisa relativamente desconhecida e que não pode, portanto, ser mais clara ou caracterizadamente representada, é simbólica”. Em Psicanálise, a doutrina do símbolo é central. A análise psicanalítica é, essencialmente, uma análise de símbolos, como se demonstra na interpretação dos sonhos. Para Freud, símbolo era, simplesmente, uma idéia na área consciente da psique (isto é, uma idéia de que a pessoa estava consciente) que tomava o lugar de um processo mental no inconsciente. A idéia consciente converte-se no objeto de motivação instintiva da idéia inconsciente, sem que a pessoa se dê conta do deslocamento ou substituição. Quando descrito como desejo, o símbolo inclui não só a idéia, mas também o motivo instintivo que a acompanha. Freud considerou o motivo instintivo uma manifestação da libido, e o fato de ser necessária a substituição da realidade por um símbolo é atribuído ao conflito ou repressão. O símbolo pode ser conceptualizado, como nas imagens oníricas, ou objetivado, quer em sintomas, corporais, quer no comportamento manifesto, quer em objetos externos que, por associação com um desejo instintivo ou por semelhança formal, passam a representar o objeto primordial: por exemplo, uma caneta como símbolo fálico, (Ver: MITO)

 

simpático, sistema nervoso

Ver: SISTEMA NERVOSO VEGETATIVO

 

simulação

[Do lat. simulatione.]

S. f. Psicol. Imitação de uma perturbação somática ou psíquica, com fins utilitários.

 

sinal = signo

Ver: SÍMBOLO

 

sinapse

Relação de contato entre os neurônios em cadeia (Ver: NEURÔMIO)

 

sincretismo

[Do gr. sygkretismós, 'reunião de vários Estados da ilha de Creta contra o adversário comum, atr. do fr. syncrètisme.]

S. m. Psicol. Percepção global e indistinta, da qual surgem, depois, objetos distintamente percebidos. [Cf. ecletismo.].

 

síndrome

Padrão de sintomas relacionados entre si que caracteriza determinado distúrbio ou doença. Qualquer desses sintomas pode estar igualmente presente em outras doenças; é a combinação – a síndrome – que diferencia uma doença das restantes. Dá-se igualmente o nome de síndrome a um aglomerado ou organização de traços de personalidade ou outros padrões de comportamento. Ver: Síndroma (fem).

 

sinestesia

[De sin- + gr. aísthesis, 'sensação', + -ia.]

S. f. Psicol. Relação subjetiva que se estabelece espontaneamente entre uma percepção e outra que pertença ao domínio de um sentido diferente (p. ex., um perfume que evoca uma cor, um som que evoca uma imagem, etc.). Ex.: [Cf. cenestesia e cinestesia.]

 

síntese

Fusão ou integração de dados ou partes componentes, de modo a formarem um todo em que as partes deixam de poder identificar-se.

 

síntese criadora, princípio da

Doutrina proposta por W. Wundt de que a combinação dos processos mentais engendra processos que não se encontram numa simples soma. Assim, certos elementos que não são especiais em si podem engendrar uma noção consciente de espaço. A teoria Gestalt encontrou nesta hipótese uma de suas premissas.

 

sintética, função

Aquela função do ego que favorece e concorre para a combinação entre conceitos, idéias e outros fenômenos mentais, num todo organizado, racional e logicamente coerente.

 

sintonia

[De sin- + -ton(o)- + -ia.]

S. f. Psicol. Estado de quem se encontra em correspondência ou harmonia com o meio.

 

sintoma

Evento ou ocorrência que prenuncia a existência de outro evento ou ocorrência. Em especial, algo que indica a presença atual ou próximo futura de um estagio patológico.

 

sintoma, formação de

Processo de criação de um complexo fenômeno mental ou comportamental que representa um compromisso entre um impulso, sentimento ou idéia  inconsciente, que procura expressão, e as defesas do ego que se lhe opõem e procuram eliminá-lo.

 

sistema

Conjunto de relação ordenadas e persistentes entre as partes de um todo, a fim de desempenharem uma função determinada. No contexto cientifico, dá-se o nome de sistema a um grupo de conceitos que servem de base para a organização dos dados de uma ciência.

 

sistema da personalidade, teoria do

Tentativa realizada por Gardner Murphy (1895-1979) de sintetizar todos os conceitos de personalidade numa abordagem biossocial que abrange o organismo biológico, a personalidade individual, a sociedade, o meio físico, a natureza do campo onde ocorrem as transações entre o organismo e o meio, e os estágios de desenvolvimento de personalidade. Murphy manifesta uma extraordinária seletividade critica em sua proposição e a sua capacidade de síntese está bem representada na definição de Eu, inexcedível em sua brevidade. O conceito mais divulgado de Murphy  é o de canalização. Existe uma certa semelhança com a autonomia funcional de Allport; a palavra de Murphy refere-se à tendência dos indivíduos para satisfazerem seus impulsos de modos muito particulares; por exemplo, o impulso  de fome ser sempre satisfeito comendo um prato alemão ou um gênero especial de comida alemã, quando qualquer alimento satisfaria também a necessidade biológica. A canalização de Murphy não requer que a atividade seja empreendida pela mera atividade mas é algo como se a autonomia funcional de Allport desequilibrasse a balança motivacional em favor de um modo preferido de redução de necessidade.

 

sistema dinâmico

Conjunto de relações entre as partes de um todo que determina o padrão de troca de energia entre essas partes, sem alteração do padrão dentro das amplas variações do nível de energia.

 

sistema nervoso

Conjunto de órgãos do corpo formados de tecido nervoso. Está dividido de acordo com (A) um esquema estrutural ou (B) um esquema funcional.

 

sonoterapia

[De sono + terapia.]

S. f. Psiq.> Método de tratamento empregado em certas doenças mentais, que consiste em produzir e manter sono artificial em um paciente, mediante o uso de drogas e sob rígido controle, por período que se pode estender de poucos dias a três semanas; narcoterapia.

 

subconsciente

[De sub- + consciente.]

S. m. Psicol. O conjunto dos processos e fatos psíquicos que estão latentes no indivíduo, mas lhe influenciam a conduta e podem facilmente aflorar à consciência. [Cf., nesta acepç., consciente e inconsciente.].

 

sublimação

S. f. Psican. Processo inconsciente que consiste em desviar a energia da libido [q. v.] para novos objetos, de caráter útil.

 

subliminar

(sub-li)[De sub- + lat. limine, 'soleira', +-ar1.]

Adj. 2 g. Psicol. Diz-se de um estímulo que não é suficientemente intenso para que o indivíduo tome consciência dele, mas que, quando repetido, atua no sentido de alcançar um efeito desejado. [F. paral.: subliminal.].

 

sugestão

[Do lat. suggestione.]

S. f. Psicol. Processo pelo qual se controla o poder de decisão de um ou mais indivíduos.

Sugestão hipnótica: Vontade, sentimento ou idéia provocada em quem se acha em estado de hipnose.

 

sugestionabilidade

S. f. Psicol. Aptidão para receber sugestões, i. e., para reagir a um sinal (ordem ou objeto) maquinalmente, sem participação ativa da vontade.

 

superego

[De super + ego.]

S. m. Psic. Instância da personalidade formadora de ideais, e que age inconscientemente sobre o ego contra as pulsões suscetíveis de provocar sentimento de culpa.

 


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Fontes: Espaço Terapêutico CorpoMente, Ana Lucia Pereira e Dicionário de Psicologia Prática