MANIA - Distúrbio mental com grande agitação e excitação física. Caracteriza-se por exaltação eufórica do humor (hipertimia), excitação psíquica com híperatividade, insônia etc. Às vezes evidencia-se por agitação motora mais ou menos acentuada (dança, gesticulação, mímica). A mania constitui uma síndrome perfeitamente definida, que pode apresentar vários graus de intensidade, desde os ligeiros estados cie hipomania até ao furor maníaco. Na linguagem vulgar, este termo designa de forma imprecisa certas idéias supervalorizadas, idéias fixas e delirantes, ou ainda obsessões e fobias. A mania de perseguição, por exemplo. é um tipo de idéia delirante. Tais perturbações podem também ser consideradas monomanías. Nos casos superficiais, o maníaco ainda pode viver em sociedade, mas quase sempre, torna-se recomendável seu internamento. Em outros casos, a síndrome, pode constituir uma. fase de psicose maniaco-depressiva ou aparecer em doenças como a paralisia geral, psicoses infecciosas ou tóxicas. Os tratamentos com choques elétricos tem dado bons resultados no tratamento das manias, embora com tendência a oscilação e recaídas. O isolamento em celas agrava o estado do doente, sendo recomendável sua ocupação permanente no hospital a que esteja recolhido. Outros processos antiquados, como a contenção mecânica, resultam igualmente em manifestações contraproducentes.
MC GREGOR - A teoria de Mc Gregor é na verdade um conjunto de dois extremos opostos de suposições. Estes conjuntos foram denominados "X" e "Y". Por esse motivo, também é conhecida pelo nome de "Teorias X e Y".
Para Mc Gregor, se aceitarmos a teoria "X", e nos comportarmos de acordo com ela, as pessoas se mostrarão preguiçosas e desmotivadas. Já se aceitarmos a teoria "Y", as pessoas com quem interagimos se mostrarão motivadas.
As duas teorias conforme John R. Maher:
TEORIA X
TEORIA Y
o dispêndio de esforço no trabalho é algo natural;
o controle externo e a ameaça não são meios adequados de se obter trabalho;
o homem exercerá autocontrole e auto-direção, se suas necessidades forem satisfeitas;
a pessoa média busca a responsabilidade;
o empregado exercerá e usará sua engenhosidade, quando lhe permitirem auto-direção e autocontrole
Segundo Piersol (1999), McGregor concebeu seus dois conjuntos
de suposições não como categorias exclusivas, mas como os pontos extremos de um
continuum, ao longo do qual qualquer indivíduo pode localizar-se, num dado
momento. Assim, McGregor não disse que, "se você não for Teoria X, será Teoria
Y." O que ele deixa implícito é que, na extensão em que alguém adote e pratique
as suposições da Teoria Y, as pessoas com quem ele interage exibirão
comportamento motivado.
MECANISMO DE DEFESA - Forma de reação despertada por conflito, e que
permite a proteção da auto-imagem. Tanto os animais quanto o homem desenvolvem,
no decorrer da sua evolução, alguns mecanismos (assim física como mentalmente)
que tem a função de permitir ao ser vivo adaptar-se às condições do
meio-ambiente. Portanto, os mecanismos de defesa estão intimamente ligados à
adaptação. A expressão foi criada por Freud, que também estudou diversos desses
processos psicológicos de defesa, tais corno racionalização, projeção, restrição
do ego, sublimação, fantasia, idealização, e outros.
Os mecanismos de defesa verificam-se em todas as pessoas, sendo um aspecto de
anormalidades apenas quando ocorrem de uma forma exagerada. Em todos os casos,
não se trata de processos conscientes: o indivíduo não escolhe o padrão de
comportamento defensivo, que portanto aparece inconscientemente. Esse
comportamento é provocado pelos próprios fatores Psicológicos criados pela
circunstâncias, isto é, pelos processos de percepção, motivação e aprendizagem
que estão em todos nós, e que ajudam a manejar as tensões e as necessidades
emocionais. O funcionamento desses processos, encaminhando a este ou àquele
mecanismo de defesa, é muito variável de pessoa para pessoa, parecendo haver uma
adaptação da personalidade, através da aprendizagem, podendo também ser uma
reação de defesa que trará benefícios ou que trará malefícios ao ajustamento do
indivíduo. No caso de uma reação defensiva não ser apropriada para reduzir a
angústia, podem acontecer perturbações psicológicas. Por outro lado, os
conflitos que provocaram o mecanismo de defesa podem ser mais intensificados, se
esse mecanismo sofrer, ele próprio, uma frustração, ou seja, se acontecer de -
por exemplo - a racionalização ser desmentida, ou de a repressão ser revelada,
ou de a identificação ser negada, etc.
A saúde mental do indivíduo é diretamente proporcional ao tipo de recurso
motivador, que é selecionado inconscientemente, visando as causas de estresse e
as necessidades emocionais. Os mecanismos de defesa não são, em si mesmos,
necessariamente patológicos, como já indicamos acima, mas conforme o grau e a
freqüência com que ocorrem podem transtornar a adaptação.
Podemos agrupar os mecanismos de defesa em: 1) mecanismos que objetivam a
proteção quanto ao aparecimento de impulsos indesejáveis (ex.: projeção,
sublimação, etc.), e 2) mecanismos que objetivam a proteção quanto ao perigo do
meio-ambiente (ex.: Isolamento identificação, etc.). De acordo com Otto Fenichel,
tais defesas podem também ser consideradas por outra classificação, em dois
grupos distintos: as com êxito (que conseguem cessar o que é tido como
desagradável; é o caso da sublimação), e as ineficazes (as que exigem repetição
ou até mesmo perpetuação do processo de rechaçar). Por seu turno, Freud
classificou os mecanismos de defesa tomando por base o modo de satisfação; temos
assim, segundo Freud: 1 ) mecanismos que visam a satisfação real (introjeção,
sublimação, formação racional e compensação); 2) mecanismos que visam a
satisfação imaginária (fuga da realidade, negação verbal e por fantasia,
racionalização e projeção; e 3) mecanismos que visam o desvio da satisfação
(fixação e regressão, que aliás constituem os dois principais mecanismos que
provocam inadaptações e perturbações neuróticas).
Alguns mecanismos de defesa são os seguintes: recalque ( tido como o mais
importante, chegando alguns autores a considerar como derivação deste),
sublimação, projeção, idealização, racionalização, isolamento, fantasia,
fixação, formação reativa, identificação, regressão, restrição do ego.
Fontes: Espaço Terapêutico CorpoMente
Dicionário de Psicologia Prática
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