Abissofobia: [De abisso + -fobia.]
Acarofobia: [De acaro- + -fobia.]
Acrofobia: [De acr(o)-1 + -fobia.]
Acusticofobia: [De acustico- + -fobia.]
Aerodromofobia: [De aer(o)- + -drom(o)- + -fobia.]
Aerofobia: [De aer(o)- + -fobia.]
Simboliza as forças irreprimíveis da fecundidade, não em seus
frutos, mas no desejo apaixonado que acendem entre os vivos. (Chevalier e Gheerbrant, 1998).
Agorafobia: [De agora- + -fobia.]
Ailurofobia: [De ailur(o)- + -fobia.]
Algofobia: [De alg(o)-2 + -fobia.]
Alucinação - Uma percepção convincente de alguma coisa que, na realidade,
não se encontra no local. Ouvimos distantemente o soar de uma campainha, embora
nenhuma campainha haja soado; percebemos clarissimamente que algo se movimentou
no quarto, quando na realidade o quarto está vazio. Trata-se, nesses casos, de
um fenômeno psicológico bastante comum, a que todos estão sujeitos. A própria
pessoa reconhece posteriormente tratar-se de percepções erradas, que não
representam a realidade objetiva. Há, porém, os casos que são considerados
patológicos. A diferença entre a alucinação normal e a patológica está
principalmente em dois fatores: na intensidade das percepções e no grau de
"realidade" que lhes é atribuída pelo sujeito.
Os fundamentos neurológicos, fisiológicos e psicológicos desses fenômenos não
estão ainda satisfatoriamente estabelecidos. Trata-se, em todo caso, de
"variações" marcantes em nosso mecanismo perceptivo. O que a experimentação
científica tem fartamente confirmado é a influencia alucinatória, em nossas
percepções, de certos fatores extrínsecos, como o álcool, as drogas, o LSD etc.
A maconha, por exemplo, pode fazer com que as cores sejam percebidas com um
brilho incrível. O sentido do tempo fica igualmente tão deformado, que o ato
mais simples, como o levantar de um braço parece levar um tempo enorme. O
alcoolismo agudo ou crônico pode ser acompanhado das experiências perceptivas
mais estranhas, tais como a visão de "monstros" a ameaçar a pessoa ou de vermes
a lhe perfurar, a pele.
Amaxofobia: [De amaxo- + -fobia.]
Amicofobia: [De amico- + -fobia.]
Androfobia: [De andr(o)- + -fobia.]
Anemofobia: [De anemo- + -fobia.] - Medo
patológico de vento.
Animismo - É a percepção de objetos inanimados como se tivessem vida,
sentimentos e intenções. A percepção animista é fenômeno comum tanto às crianças
como aos adultos, e depende, em sua origem, da sensibilidade de cada pessoa para
as "propriedades fisionômicas" dos objetos e acontecimentos. A diferença básica
entre o mundo adulto e o da criança não está na presença ou ausência desses
"atributos fisionômicos", em suas percepções, mas na proporção que geralmente
ocupam no conjunto de sua experiência perceptiva. O adulto controla e tende a
eliminar tais "características expressivas" dos objetos como fatores meramente
subjetivos e irrelevantes. Para a criança, ao contrário, elas constituem
geralmente as qualidades fundamentais dos objetos percebidos.
Por força da própria maturação psicológica e da aprendizagem, o mundo perceptual
dos adultos tende, por isso, a uma pronunciada uniformidade, com a progressiva
"depuração" de tais elementos subjetivos em suas percepções. Ao passo que nas
crianças predominam normalmente os aspectos subjetivos da percepção. Daí que o
mundo de percepções de uma criança apresenta comumente maior "riqueza" e
originalidade, em suas conotações, que o mundo dos adultos. E as diferenças são
mais notáveis de uma criança para a outra do que entre um adulto e outro. Veja
Propriedades fisionômicas.
Anorexia - Neurose que se caracteriza pela recusa de alimentação, e que
freqüentemente acompanha as sensações de depressão. A anorexia não provoca a
ocorrência de idéias delirantes, sendo que o indivíduo afetado alega, apenas,
que não consegue ingerir alimento algum. Um tratamento psicanalítico, às vezes,
se faz necessário para a cura do indivíduo, sendo que a maioria dos casos exige
isolamento absoluto.
Ansiedade - A ansiedade pode ser definida como um mal-estar físico e
psíquico, caracterizado por temor difuso, sentimento de insegurança, desgraça
iminente. Não se deve confundir ansiedade com angústia, que é o termo reservado
para certas sensações que acompanham a ansiedade. Freud observou que os
indivíduos têm uma espécie de "sistema de alarme" que os previne do perigo
quando certas idéias estão a ponto de alcançar expressão consciente. A isto
chamou ansiedade. A ansiedade envolve uma tensão que leva a perturbações
fisiológicas (aumento das batidas cardíacas, aceleração do ritmo respiratório
etc...) e a sentimentos de medo e inadequação. Sentimentos inconscientes de
culpa, por exemplo, podem provocar ansiedade. Além da tensão fisiológica, a
ansiedade envolve também modificações nos pensamentos do indivíduo. Freud
classificou a ansiedade em três tipos conforme sua origem: ansiedade moral,
ansiedade real e ansiedade neurótica, sendo que diferem em qualidade. A
ansiedade moral decorre da censura do superego em relação ao comportamento
manifesto ou latente do indivíduo. Se uma pessoa se sente envergonhada por ter
roubado alguma coisa, a tensão por ela experimentada chama-se ansiedade moral.
Além disto, a ansiedade moral pode resultar apenas de ter o indivíduo pensado em
roubar, pois õ superego pune certos tipos de respostas, sejam manifestas ou
latentes.
A ansiedade real resulta da percepção antecipada de um perigo que de fato
existe. A tensão, e outros sentimentos que decorrem do perigo de cair de um
trem, por exemplo, chama-se ansiedade real. Freud acreditava que a ansiedade
real é inata ou decorre de respostas aprendidas a certas situações. Um outro
tipo de ansiedade é a ansiedade neurótica, que é a sensação de perigo que
decorre dos instintos que procuram expressar-se. É um medo provocado pela
possibilidade de que a anti-catexe do ego seja impotente para evitar a expressão
dos instintos. Por exemplo, uma pessoa pode ter fortes impulsos hostis do id que
tentam vencer as resistências, ou anticatexe, do ego. A tensão que ela sente
como resultado disso denomina-se ansiedade neurótica. Algumas vezes a ansiedade
neurótica expressa-se na forma de fobia, que é um medo altamente persistente e
irracional. A ansiedade neurótica exige presumivelmente muito trabalho por parte
do ego. Por essa razão, causa mais perturbações do que a ansiedade real, para a
qual geralmente e indivíduo está melhor preparado.
Antofobia: [De ant(o)- + -fobia.]
Apifobia: [De ap(i)- + -fobia.]
Símbolo da vitória sobre a violência, do autodomínio no entusiasmo, da aliança
entre a paixão e a razão.
Aracnofobia: [De aracn(o)- + -fobia.]
Simboliza a força bruta.
Simboliza a fecundidade. Aos olhos de certos psicanalistas, Ártemis
simbolizaria o aspecto ciumento, dominador e castrador da mãe.
ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS - Processo intelectivo segundo o qual a mente
humana, a partir de uma idéia inicial (indutora), é imediatamente levada a
suscitar uma outra, isto em razão de alguma "conexão natural" existente entre
ambas. A idéia indutora pode ser representada no caso, tanto por uma palavra,
como por um objeto, uma imagem, ou mesmo uma emoção (da qual o sujeito toma
consciência) cujo simples aparecimento na mente é suficiente para despertar uma
segunda idéia, e esta uma terceira, e assim por diante, num processo
praticamente sem limite e no qual, conforme a expressão popular, "uma coisa puxa
a outra".
Trata-se de fenômeno conhecido e estudado desde a antiguidade grega. Já
Aristóteles descobrira que o processo de associação de idéias se rege por
algumas leis intrínsecas e invariáveis. São elas: a) a lei da contigüidade (ou
continuidade) temporal, segundo a qual a idéia indutora tende a evocar de
preferência uma segunda idéia que, em experiência anterior, tenha sido
apreendida ao mesmo tempo ou quase ao mesmo tempo que ela; b) lei da semelhança
(ou similaridade), segundo a qual uma idéia tende a suscitar outra que lhe seja
afim quanto ao significado; c) lei do contraste, segundo a qual uma idéia tende
a evocar, entre outras, uma outra que lhe seja especificamente contrária. A
estas três leis básicas deve-se juntar, segundo alguns intérpretes, a lei da
causalidade, de acordo com a qual o objeto representado pela idéia induzida
apresenta uma relação de causa ou efeito com o objeto ou coisa representada pela
idéia indutora.
ASSOCIAÇÕES LIVRES (método das) - A prova das associações livres pode ser
considerada como a técnica clássica da psicanálise freudiana para a
identificação das perturbações emocionais oriundas dos " mais diversos tipos de
complexos. Consiste essencialmente em um processo de evocação espontânea de
idéias, em estado consciente (e portanto, não hipnótico) e sem a interferência
direta do terapeuta. Além de permitir a localização de idéias e desejos
reprimidos, que se encontram na raiz dos sintomas mórbidos apresentados pelo
paciente, produz uma descarga geral da tensão psíquica, sendo este o seu efeito
terapêutico mais simples e imediato.
O procedimento usual é o seguinte: o paciente é convidado a deitar-se sobre um
divã, em uma sala semi-obscura e silenciosa, devendo colocar-se em posição de
completo relaxamento e repouso, numa atitude inteiramente passiva e
"disponível". Postando-se por trás dele o médico lhe pede então que deixe a
mente vagar descontraída, numa espécie de devaneio proposital, e vá dizendo em
voz alta tudo o que lhe ocorrer no momento. É importante conseguir que o sujeito
diga tudo, absolutamente tudo, sem a mínima inibição ou crítica, portando-se
como mero espectador, completamente neutro, do próprio pensamento. O analista se
limita a ir anotando ou gravando em um aparelho de som) com imparcial
fidelidade, as palavras e frases proferidas pelo paciente. As idéias assim
evocadas revelarão invariavelmente certas associações (das quais o próprio
sujeito não tem consciência) a partir das quais é possível descobrir ligações
lógicas e emocionais entre os sintomas de seus distúrbios e experiências
anteriores traumatizantes por ele vividas. Essas associações espontâneas,
involuntariamente estabelecidas pelo sujeito durante seu solilóquio em presença
do terapeuta, são portanto "significativas" em relação aos sintomas apresentados
e servem como pista indicadora capaz de levar o terapeuta à identificação das
causas mais profundas dos males de seu paciente. Uma série de indicações e
convergências de "sentido" darão ao terapeuta um quadro elucidativo da situação
patológica em seu conjunto e lhe permitirão - com a ajuda das leis gerais das
associações de idéias - conjeturar e reconstruir o material "esquecido" e
recalcado que deu origem aos sintomas mórbidos atualmente verificáveis no
paciente.
Durante todo o processo, o terapeuta jamais intervém no próprio curso das
associações, deixando o paciente inteiramente à vontade, como se estivesse
falando sozinho. Apenas quando, depois de repetidas horas de sessão, o rumo
desse "solilóquio" se mostra evidentemente improdutivo (no sentido de que nada
de realmente significativo pareça vir à tona), ele procurará intervir, sugerindo
uma palavra, um tema ou imagem que lhe pareça particularmente "fecunda" e a
partir da qual o paciente passará a estabelecer novas associações. Com isto, o
método já se aproximará de uma técnica correlata, que é a prova das associações
condicionadas, a qual é aliás preferida por muitos terapeutas desde o início das
sessões.
Ao final de cada sessão o terapeuta pedirá ao paciente para "explicar" e ampliar
as associações por ele expressas durante o "devaneio". Juntos, procurarão assim
uma interpretação satisfatória da situação.
Astrofobia: [De astr(o)- + -fobia.]
Ataxofobia: [De ataxo- + -fobia.]
Atenção - Estado de concentração da energia psíquica sobre um objeto
determinado, entendendo-se por objeto toda a situação estimuladora capaz de
captar a atenção do indivíduo. O fenômeno da atenção é um dos mais debatidos
pelos psicólogos. Há, porém, um ponto pacífico: é o de que a atenção seja "mais
um grau de intensidade do psiquismo do que própria mente um processo psíquico
definido e individualizado".
Atentar, dizem os psicólogos, é observar seletivamente. Nossos sentidos vivem em
um processo contínuo de interação com o ambiente, do qual recebem um número
ilimitado de estímulos. Cada um solicitaria, por si, uma resposta particular do
organismo-resposta a ser elaborada pelo cérebro, sob a forma de sensação,
percepção, emoção etc.
Mas, em qualquer momento, de nossa atividade psíquica, o cérebro "se concentra"
de modo especial em um determinado estímulo e resposta, em vez de se aplicar a
todos os estímulos presentes e a todas as respostas possíveis. Além disso, o
cérebro está "mais" preparado, ou predisposto, para receber um dentre muitos
estímulos do momento, bem como para a resposta particular a ser dada. Nisto
consiste precisamente o fenômeno da "atenção". E uma limitação natural a que
está sujeita nossa atividade orgânica e psíquica. Nossa atenção pode ser
focalizada em grau máximo apenas em um objeto de cada vez.
A atenção é a propriedade distintiva dos fenômenos de nível consciente- A
memória criadora, a imaginação, o raciocínio apresentam em grau mais ou menos
intenso esta qualidade de concentração. Qualquer outra manifestação psíquica em
que não se verifica esta qualidade se situa entre os .fenômenos inconscientes. A
atenção é, pois, uma "qualidade distintiva" que distingue dois campos do
psiquismo: o do consciente (aquele em que o "eu" conhece ou cria) e o do
inconsciente (aquele em que o "eu" não conhece, embora experimente).
Autismo - Atitude mental peculiar aos esquizofrênicos, caracterizada por
interiorização intensa, que se manifesta por um "fechamento sobre si mesmo", e
por uma forma de pensamento desligada do real. Por autismo entende-se a
constituição de um mundo próprio que tende a envolver o indivíduo. O processo de
desenvolvimento da esquizofrenia propicia a criação deste "mundo próprio",
impenetrável e totalmente alienado. O indivíduo perde o contato com o real e com
suas coordenadas especiais e temporais, a medida que acentua progressivamente o
desacordo fundamental consigo mesmo e com os demais. Esta perda da continuidade
psíquica desloca o profundo sentimento de unidade que une a pessoa à sua própria
história. Assim, não encontrando mais que facetas de si mesmo, o indivíduo se
apega a pedaços de realidade ou de sonho, de imagens, de recordações ou de
idéias, sem poder compor ou manter a unidade de sua pessoa. O mundo autístico
leva o indivíduo a satisfazer-se com ilusões narcisistas, no qual a atividade, a
inteligência e a afetividade não podem se manifestar senão pelo imaginário. O
esquizofrênico, freqüentemente, se encerra num isolamento total, ou seja, em um
mundo autístico.
Autofobia: [De aut(o)-1 + -fobia.]
Automisofobia:
[De aut(o)-1 + misofobia.]
Fontes: Espaço Terapêutico CorpoMente, Centro Espírita Ismael, Ana Lucia Pereira e Dicionário de Psicologia Prática