Home Artigos Dicionário Escolas Fale Conosco Livros Mitos Profissionais Política de Privacidade

 

 

 

 

 

 

 

Abissofobia: [De abisso + -fobia.] - Horror a abismos e a precipícios

Acarofobia: [De acaro- + -fobia.] - Receio patológico de ácaros.

Acrofobia: [De acr(o)-1 + -fobia.] - Medo mórbido de altura, de lugares elevados.

Acusticofobia: [De acustico- + -fobia.] - Medo patológico de sons.

Aerodromofobia: [De aer(o)- + -drom(o)- + -fobia.] - Medo patológico de viagem aérea.

Aerofobia: [De aer(o)- + -fobia.] - Medo mórbido do ar, de correntes de ar, etc.

Afrodite (Vênus) - Deusa da mais sedutora beleza, cujo culto, de origem asiática, é celebrado em numerosos santuários da Grécia, principalmente na ilha de Citera. Filha do sêmen de Urano (o Céu) derramado no mar, após a castração do Céu por seu filho Cronos (daí a lenda do nascimento de Afrodite, que surge da espuma do mar); esposa de Hefestos o Coxo, por ela ridicularizado em várias ocasiões.
Simboliza as forças irreprimíveis da fecundidade, não em seus frutos, mas no desejo apaixonado que acendem entre os vivos. (Chevalier e Gheerbrant, 1998).

Agorafobia: [De agora- + -fobia.] - Medo mórbido e angustiante de lugares públicos e grandes espaços descobertos. [Cf. agorafilia e claustrofobia.]

Ailurofobia: [De ailur(o)- + -fobia.] - V. elurofobia.

Algofobia: [De alg(o)-2 + -fobia.] - Terror mórbido de sensação dolorosa. [Opõe-se a algofilia.]

Alucinação - Uma percepção convincente de alguma coisa que, na realidade, não se encontra no local. Ouvimos distantemente o soar de uma campainha, embora nenhuma campainha haja soado; percebemos clarissimamente que algo se movimentou no quarto, quando na realidade o quarto está vazio. Trata-se, nesses casos, de um fenômeno psicológico bastante comum, a que todos estão sujeitos. A própria pessoa reconhece posteriormente tratar-se de percepções erradas, que não representam a realidade objetiva. Há, porém, os casos que são considerados patológicos. A diferença entre a alucinação normal e a patológica está principalmente em dois fatores: na intensidade das percepções e no grau de "realidade" que lhes é atribuída pelo sujeito.
Os fundamentos neurológicos, fisiológicos e psicológicos desses fenômenos não estão ainda satisfatoriamente estabelecidos. Trata-se, em todo caso, de "variações" marcantes em nosso mecanismo perceptivo. O que a experimentação científica tem fartamente confirmado é a influencia alucinatória, em nossas percepções, de certos fatores extrínsecos, como o álcool, as drogas, o LSD etc. A maconha, por exemplo, pode fazer com que as cores sejam percebidas com um brilho incrível. O sentido do tempo fica igualmente tão deformado, que o ato mais simples, como o levantar de um braço parece levar um tempo enorme. O alcoolismo agudo ou crônico pode ser acompanhado das experiências perceptivas mais estranhas, tais como a visão de "monstros" a ameaçar a pessoa ou de vermes a lhe perfurar, a pele.

Amaxofobia: [De amaxo- + -fobia.] - Sensação de medo em presença de veículos.

Amicofobia: [De amico- + -fobia.] - Receio mórbido de ser arranhado, como, p. ex., por garra de animal.

Androfobia: [De andr(o)- + -fobia.] - Horror ao sexo masculino.

Anemofobia: [De anemo- + -fobia.] - Medo patológico de vento.


Animismo - É a percepção de objetos inanimados como se tivessem vida, sentimentos e intenções. A percepção animista é fenômeno comum tanto às crianças como aos adultos, e depende, em sua origem, da sensibilidade de cada pessoa para as "propriedades fisionômicas" dos objetos e acontecimentos. A diferença básica entre o mundo adulto e o da criança não está na presença ou ausência desses "atributos fisionômicos", em suas percepções, mas na proporção que geralmente ocupam no conjunto de sua experiência perceptiva. O adulto controla e tende a eliminar tais "características expressivas" dos objetos como fatores meramente subjetivos e irrelevantes. Para a criança, ao contrário, elas constituem geralmente as qualidades fundamentais dos objetos percebidos.
Por força da própria maturação psicológica e da aprendizagem, o mundo perceptual dos adultos tende, por isso, a uma pronunciada uniformidade, com a progressiva "depuração" de tais elementos subjetivos em suas percepções. Ao passo que nas crianças predominam normalmente os aspectos subjetivos da percepção. Daí que o mundo de percepções de uma criança apresenta comumente maior "riqueza" e originalidade, em suas conotações, que o mundo dos adultos. E as diferenças são mais notáveis de uma criança para a outra do que entre um adulto e outro. Veja Propriedades fisionômicas.

Anorexia - Neurose que se caracteriza pela recusa de alimentação, e que freqüentemente acompanha as sensações de depressão. A anorexia não provoca a ocorrência de idéias delirantes, sendo que o indivíduo afetado alega, apenas, que não consegue ingerir alimento algum. Um tratamento psicanalítico, às vezes, se faz necessário para a cura do indivíduo, sendo que a maioria dos casos exige isolamento absoluto.

Ansiedade - A ansiedade pode ser definida como um mal-estar físico e psíquico, caracterizado por temor difuso, sentimento de insegurança, desgraça iminente. Não se deve confundir ansiedade com angústia, que é o termo reservado para certas sensações que acompanham a ansiedade. Freud observou que os indivíduos têm uma espécie de "sistema de alarme" que os previne do perigo quando certas idéias estão a ponto de alcançar expressão consciente. A isto chamou ansiedade. A ansiedade envolve uma tensão que leva a perturbações fisiológicas (aumento das batidas cardíacas, aceleração do ritmo respiratório etc...) e a sentimentos de medo e inadequação. Sentimentos inconscientes de culpa, por exemplo, podem provocar ansiedade. Além da tensão fisiológica, a ansiedade envolve também modificações nos pensamentos do indivíduo. Freud classificou a ansiedade em três tipos conforme sua origem: ansiedade moral, ansiedade real e ansiedade neurótica, sendo que diferem em qualidade. A ansiedade moral decorre da censura do superego em relação ao comportamento manifesto ou latente do indivíduo. Se uma pessoa se sente envergonhada por ter roubado alguma coisa, a tensão por ela experimentada chama-se ansiedade moral. Além disto, a ansiedade moral pode resultar apenas de ter o indivíduo pensado em roubar, pois õ superego pune certos tipos de respostas, sejam manifestas ou latentes.
A ansiedade real resulta da percepção antecipada de um perigo que de fato existe. A tensão, e outros sentimentos que decorrem do perigo de cair de um trem, por exemplo, chama-se ansiedade real. Freud acreditava que a ansiedade real é inata ou decorre de respostas aprendidas a certas situações. Um outro tipo de ansiedade é a ansiedade neurótica, que é a sensação de perigo que decorre dos instintos que procuram expressar-se. É um medo provocado pela possibilidade de que a anti-catexe do ego seja impotente para evitar a expressão dos instintos. Por exemplo, uma pessoa pode ter fortes impulsos hostis do id que tentam vencer as resistências, ou anticatexe, do ego. A tensão que ela sente como resultado disso denomina-se ansiedade neurótica. Algumas vezes a ansiedade neurótica expressa-se na forma de fobia, que é um medo altamente persistente e irracional. A ansiedade neurótica exige presumivelmente muito trabalho por parte do ego. Por essa razão, causa mais perturbações do que a ansiedade real, para a qual geralmente e indivíduo está melhor preparado.

Antofobia: [De ant(o)- + -fobia.] - Aversão patológica a flores.

Apifobia: [De ap(i)- + -fobia.] - Medo patológico de abelhas e de seus ferrões.

Apolo - Deus grego-romano, o mais belo dos deuses. Realiza o equilíbrio e a harmonia dos desejos, não pela supressão das pulsões humanas, mas por orientá-las no sentido de uma espiritualização progressiva que se processa graças ao desenvolvimento da consciência. Na literatura conferem-lhe mais de duzentos atributos
Símbolo da vitória sobre a violência, do autodomínio no entusiasmo, da aliança entre a paixão e a razão.

Aracnofobia: [De aracn(o)- + -fobia.] - Medo mórbido de aranha.

Ares (Marte) - Deus da guerra, Ares é filho de Zeus e de Hera. Entretanto, é o mais odioso de todos os Imortais, diz seu pai; esse louco que ignora as leis, diz sua mãe; esse exaltado, esse mal encarnado, esse cabeça-de-vento, diz Atena, sua irmã.
Simboliza a força bruta.

ÁRTEMIS (Diana) - Filha de Zeus e de Letona (Leto), Ártemis é a irmã gêmea de Apolo. Virgem severa e vingativa, indomável, aparece na mitologia como o oposto de Afrodite. Castiga cruelmente todo aquele que lhe faltar o respeito, transformando-o, por exemplo, em um cervo e ordenando a seus cães que o devorem; em contraposição, recompensa com a imortalidade seus adoradores fiéis, como no caso de Hipólito, que morreu vítima de sua castidade.
Simboliza a fecundidade. Aos olhos de certos psicanalistas, Ártemis simbolizaria o aspecto ciumento, dominador e castrador da mãe.

ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS - Processo intelectivo segundo o qual a mente humana, a partir de uma idéia inicial (indutora), é imediatamente levada a suscitar uma outra, isto em razão de alguma "conexão natural" existente entre ambas. A idéia indutora pode ser representada no caso, tanto por uma palavra, como por um objeto, uma imagem, ou mesmo uma emoção (da qual o sujeito toma consciência) cujo simples aparecimento na mente é suficiente para despertar uma segunda idéia, e esta uma terceira, e assim por diante, num processo praticamente sem limite e no qual, conforme a expressão popular, "uma coisa puxa a outra".
Trata-se de fenômeno conhecido e estudado desde a antiguidade grega. Já Aristóteles descobrira que o processo de associação de idéias se rege por algumas leis intrínsecas e invariáveis. São elas: a) a lei da contigüidade (ou continuidade) temporal, segundo a qual a idéia indutora tende a evocar de preferência uma segunda idéia que, em experiência anterior, tenha sido apreendida ao mesmo tempo ou quase ao mesmo tempo que ela; b) lei da semelhança (ou similaridade), segundo a qual uma idéia tende a suscitar outra que lhe seja afim quanto ao significado; c) lei do contraste, segundo a qual uma idéia tende a evocar, entre outras, uma outra que lhe seja especificamente contrária. A estas três leis básicas deve-se juntar, segundo alguns intérpretes, a lei da causalidade, de acordo com a qual o objeto representado pela idéia induzida apresenta uma relação de causa ou efeito com o objeto ou coisa representada pela idéia indutora.

ASSOCIAÇÕES LIVRES (método das) - A prova das associações livres pode ser considerada como a técnica clássica da psicanálise freudiana para a identificação das perturbações emocionais oriundas dos " mais diversos tipos de complexos. Consiste essencialmente em um processo de evocação espontânea de idéias, em estado consciente (e portanto, não hipnótico) e sem a interferência direta do terapeuta. Além de permitir a localização de idéias e desejos reprimidos, que se encontram na raiz dos sintomas mórbidos apresentados pelo paciente, produz uma descarga geral da tensão psíquica, sendo este o seu efeito terapêutico mais simples e imediato.
O procedimento usual é o seguinte: o paciente é convidado a deitar-se sobre um divã, em uma sala semi-obscura e silenciosa, devendo colocar-se em posição de completo relaxamento e repouso, numa atitude inteiramente passiva e "disponível". Postando-se por trás dele o médico lhe pede então que deixe a mente vagar descontraída, numa espécie de devaneio proposital, e vá dizendo em voz alta tudo o que lhe ocorrer no momento. É importante conseguir que o sujeito diga tudo, absolutamente tudo, sem a mínima inibição ou crítica, portando-se como mero espectador, completamente neutro, do próprio pensamento. O analista se limita a ir anotando ou gravando em um aparelho de som) com imparcial fidelidade, as palavras e frases proferidas pelo paciente. As idéias assim evocadas revelarão invariavelmente certas associações (das quais o próprio sujeito não tem consciência) a partir das quais é possível descobrir ligações lógicas e emocionais entre os sintomas de seus distúrbios e experiências anteriores traumatizantes por ele vividas. Essas associações espontâneas, involuntariamente estabelecidas pelo sujeito durante seu solilóquio em presença do terapeuta, são portanto "significativas" em relação aos sintomas apresentados e servem como pista indicadora capaz de levar o terapeuta à identificação das causas mais profundas dos males de seu paciente. Uma série de indicações e convergências de "sentido" darão ao terapeuta um quadro elucidativo da situação patológica em seu conjunto e lhe permitirão - com a ajuda das leis gerais das associações de idéias - conjeturar e reconstruir o material "esquecido" e recalcado que deu origem aos sintomas mórbidos atualmente verificáveis no paciente.
Durante todo o processo, o terapeuta jamais intervém no próprio curso das associações, deixando o paciente inteiramente à vontade, como se estivesse falando sozinho. Apenas quando, depois de repetidas horas de sessão, o rumo desse "solilóquio" se mostra evidentemente improdutivo (no sentido de que nada de realmente significativo pareça vir à tona), ele procurará intervir, sugerindo uma palavra, um tema ou imagem que lhe pareça particularmente "fecunda" e a partir da qual o paciente passará a estabelecer novas associações. Com isto, o método já se aproximará de uma técnica correlata, que é a prova das associações condicionadas, a qual é aliás preferida por muitos terapeutas desde o início das sessões.
Ao final de cada sessão o terapeuta pedirá ao paciente para "explicar" e ampliar as associações por ele expressas durante o "devaneio". Juntos, procurarão assim uma interpretação satisfatória da situação.

Astrofobia: [De astr(o)- + -fobia.] - 1. Medo mórbido de trovões e relâmpagos. - 2. Medo de astros, do espaço celeste.

Ataxofobia: [De ataxo- + -fobia.] - Medo patológico de desordem.


Atenção - Estado de concentração da energia psíquica sobre um objeto determinado, entendendo-se por objeto toda a situação estimuladora capaz de captar a atenção do indivíduo. O fenômeno da atenção é um dos mais debatidos pelos psicólogos. Há, porém, um ponto pacífico: é o de que a atenção seja "mais um grau de intensidade do psiquismo do que própria mente um processo psíquico definido e individualizado".
Atentar, dizem os psicólogos, é observar seletivamente. Nossos sentidos vivem em um processo contínuo de interação com o ambiente, do qual recebem um número ilimitado de estímulos. Cada um solicitaria, por si, uma resposta particular do organismo-resposta a ser elaborada pelo cérebro, sob a forma de sensação, percepção, emoção etc.
Mas, em qualquer momento, de nossa atividade psíquica, o cérebro "se concentra" de modo especial em um determinado estímulo e resposta, em vez de se aplicar a todos os estímulos presentes e a todas as respostas possíveis. Além disso, o cérebro está "mais" preparado, ou predisposto, para receber um dentre muitos estímulos do momento, bem como para a resposta particular a ser dada. Nisto consiste precisamente o fenômeno da "atenção". E uma limitação natural a que está sujeita nossa atividade orgânica e psíquica. Nossa atenção pode ser focalizada em grau máximo apenas em um objeto de cada vez.
A atenção é a propriedade distintiva dos fenômenos de nível consciente- A memória criadora, a imaginação, o raciocínio apresentam em grau mais ou menos intenso esta qualidade de concentração. Qualquer outra manifestação psíquica em que não se verifica esta qualidade se situa entre os .fenômenos inconscientes. A atenção é, pois, uma "qualidade distintiva" que distingue dois campos do psiquismo: o do consciente (aquele em que o "eu" conhece ou cria) e o do inconsciente (aquele em que o "eu" não conhece, embora experimente).

Atlas - Concebido por Gaia sem a semente masculina. Outra versão diz que é filho do Titã Jápeto (ou Iápeto) com Clímene. Ofereceu auxílio aos Gigantes na batalha contra Zeus, no Monte Olimpo. Como castigo por sua cumplicidade, o Senhor do Olimpo, após sua vitória, condenou-o a sustentar, sobre os ombros, o mundo.

Autismo - Atitude mental peculiar aos esquizofrênicos, caracterizada por interiorização intensa, que se manifesta por um "fechamento sobre si mesmo", e por uma forma de pensamento desligada do real. Por autismo entende-se a constituição de um mundo próprio que tende a envolver o indivíduo. O processo de desenvolvimento da esquizofrenia propicia a criação deste "mundo próprio", impenetrável e totalmente alienado. O indivíduo perde o contato com o real e com suas coordenadas especiais e temporais, a medida que acentua progressivamente o desacordo fundamental consigo mesmo e com os demais. Esta perda da continuidade psíquica desloca o profundo sentimento de unidade que une a pessoa à sua própria história. Assim, não encontrando mais que facetas de si mesmo, o indivíduo se apega a pedaços de realidade ou de sonho, de imagens, de recordações ou de idéias, sem poder compor ou manter a unidade de sua pessoa. O mundo autístico leva o indivíduo a satisfazer-se com ilusões narcisistas, no qual a atividade, a inteligência e a afetividade não podem se manifestar senão pelo imaginário. O esquizofrênico, freqüentemente, se encerra num isolamento total, ou seja, em um mundo autístico.

Autofobia: [De aut(o)-1 + -fobia.] - Medo patológico de si mesmo e de solidão.

Automisofobia: [De aut(o)-1 + misofobia.] - Horror patológico à sujeira pessoal.

Voltar ao índice

 

Fontes: Espaço Terapêutico CorpoMente, Centro Espírita Ismael, Ana Lucia Pereira e Dicionário de Psicologia Prática