Psicologia Esportiva
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Acesso em: 21 Jul 2008 Este texto é uma reprodução literal, obtido da Wikipedia, publicado de
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A psicologia do esporte ainda é uma ciência muito nova, nas faculdades de
Educação Física ela já tem um tratamento diferenciado até com aulas especificas
nas grades de ensino, mas ela ainda não é tratada como deveria ser nas
faculdades de psicologia que deveriam ter pelo menos uma disciplina optativa que
desse uma melhor noção do que esse tipo de psicólogo faz.
Hoje os psicólogos nessa área ainda encontram problemas como a raridade de
materiais informativos sobre o que está acontecendo, poucos livros, má
remuneração e trabalhos mal desenvolvidos por psicólogos inexperientes que
trabalharam com atletas.
Para executar esse trabalho é importante que o profissional tenha a formação de
psicólogo e posteriormente faça um curso de extensão na área. Nos livros e
entrevistas, palavras que ouvimos a todos os momentos foram relativas ao
controle de sentimentos, atenção, equilíbrio e otimização de performance.
Nesse tipo de trabalho o psicólogo trabalha muito com todos os outros envolvidos
na qualidade de rendimento que o atleta possa oferecer, é altamente
multidisciplinar envolvendo médicos, fisioterapeutas, técnicos, pesquisadores.
Claro que a priori o objetivo é fazer com que o atleta de a melhor resposta
possível no campo, piscina ou quadra. Seu corpo e mente em equilíbrio
trabalhando em comunhão para alta performance. Para os psicólogos amantes do
esporte é uma carreira maravilhosa, como é nova também é cheia de opções,
caminhos a serem conquistados, estudos a serem feitos, áreas de trabalho.
Uma forma de se começar a falar sobre Psicologia do Esporte é falando de João
Carvalhaes, pioneiro na introdução desse tipo de prática no Brasil. Em 1958, ele
começava a praticar esse tipo de psicologia com a equipe que disputaria o
Campeonato Mundial de Futebol. Foi nesse ano que ganhamos o primeiro título
mundial.
Desde então, a Psicologia do Esporte é uma área emergente de atuação, embora
tenha se firmado mais efetivamente após os anos 90.
No time São Paulo Futebol Clube (SPFC), Carvalhaes tinha foco de trabalho a
psicotécnica. Ele estudava os estados tensionais como fato que cria condições às
distensões musculares. Em outra frente, pesquisava a prática e interpretação de
testes de personalidade e inteligência; a organização e orientação de cursos que
visem à preparação psicológica dos atletas; a orientação e instalação do
laboratório de futuras experimentações e pesquisas –com recursos para medir
visão estereocópica (binocular), reação psicomotora a estímulos visuais e a
estímulos auditivos; cálculo de velocidade relativa; cálculo de espaços em
largura e sensação quinestésica.
No entanto, seu trabalho não se limita a esse estudo que parece ser mais
cientifico. Caravalhaes olhava o atleta como uma pessoa e tinha preocupações
sobre o lado sócio econômico, emocional, social dos atletas.
Essa visão do ser que pratica o esporte é muito importante para não se utilizar
a psicologia limitadamente como ciência do comportamento. Muito mais do que
isso, a psicologia pretende desenvolver e discutir com os atletas todas outras
áreas de sua vida: valores pessoais, motivações e percepções. Um atleta completo
não é só um homem em seu perfeito estado físico, como ser humano ele é um
conjunto de corpo e mente.
O esporte abre as portas para inseguranças, medos, ansiedades, estresses,
agressões humanas e somatizações. Outra questão presente na vida do esportista é
a aposentadoria, pois essa é uma carreira de curta duração. Por essas e por
outras, o atleta vive na fronteira do desequilíbrio emocional.
O trabalho do psicólogo é fazer com que o atleta busque o equilíbrio, tanto
físico quanto mental. O psicólogo do esporte trabalha no sentido de desenvolver
no atleta maior percepção de seu corpo e mente. Os resultados são muitos, como
aumento da concentração durante jogos, diminuição do estresse, automatização de
cuidados básicos, velocidade de raciocínio para melhores respostas durante o
jogo, entre outras.
Hoje as faculdades de Educação Física têm aulas voltadas para a Psicologia do
Esporte. No entanto, são raras as faculdades de Psicologia que aprofundam os
estudos na área. Mesmo com formação insuficiente, profissionais licenciados em
Psicologia podem exercer a função de psicólogo do esporte. As faculdades de
Educação Física tem na sua grade aulas de Psicologia do Esporte a vinte anos e
nos cursos de Psicologia não existe nem a divulgação do assunto. Os psicólogos
do esporte podem assumir diversos papéis, como educador, disseminando o
conhecimento; como pesquisador, com interesse nas descobertas; e como clinico,
para ajudar os atletas a desenvolverem estratégias psicológicas que os levem ao
alto rendimento esportivo.
Segundo Regina Brandão, esses psicólogos que resolvem atuar com clínicos, devem
diagnosticar e tratar psicopatias, dar e interpretar teste, fornecer serviços a
comissão técnica, aos dirigentes e aos familiares dos atletas. É obrigação do
psicólogo ter uma formação apropriada, rigorosa, feita por cursos de
pós-graduação, mestrado e doutorado.
Suzy Fleury, também reconhecida psicóloga do esporte, fala que além de
contribuir para a performance de atletas se deve trabalhar para transformá-los
em pessoas mais realizadas e felizes. Mais do que atletas, pessoas melhores. Ela
explica um pouco as teorias que norteiam seu trabalho: • Teoria da Inteligência
Emocional, que trata do papel que as emoções desempenham e diz que eles são
muito mais importantes do que se acreditava anteriormente no sucesso individual
e, como conseqüência, na vitória coletiva; • Teoria Psiconeuroimunológica, que
estuda a relação entre mente / cérebro / sistema de defesa do organismo, que
defende que a mente e o corpo estão intrinsecamente ligados e a sua interação
exerce uma profunda influência sobre a saúde e a doença. • Teoria
Psiconeuromuscular e Teoria Simbólica do Aprendizado, com diversos estudos sobre
quanto mais prática mental melhor a performance na classe.
“Quem quer que esteja fisicamente bem preparado pode fazer coisas incríveis com
seu corpo. Mas quem junta a um corpo em forma uma cabeça bem cuidada é capaz de
feitos excepcionais.” (Alexander Popov, melhor nadador da Olimpíada de 1996)