O Nosso Maior Medo

Irlei Wiesel

06/10/2008



“Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos, além do que podemos imaginar.
É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?”.
Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus.
Você, pensando pequeno, não ajuda o mundo. Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós; mas em todos.
Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.
Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará outros.”
Nelson Mandela, no discurso de posse
como presidente da África do Sul

O caminho não está definido para ninguém. Ele se apresenta com seus intrigantes mistérios, sugerindo que façamos as melhores escolhas. O perigo está no menosprezo. Quando nos autodesprezamos, impedimos o livre fluxo da vida.

Muitas vezes, para justificarmos nossa incompetência, afirmamos que os outros são melhores e, por isso, nasceram para serem felizes.

No entanto, essa desculpa é uma morte lenta.

É imprescindível que nos apresentemos ao planeta terra.

Costumo brincar, sugerindo às pessoas que se apresentem ao universo, que se coloquem e que preencham o espaço que a eles foi destinado. Muitos não o fazem, e pior, curvam-se diante das oportunidades. Outros acenam com um até breve. Escondem dentro de si mesmos a enorme vontade de abraçar o que lhe foi oferecido pela vida. Esconder-se, esconder a vontade, o desejo, o sonho e, principalmente, negar o direito à abundância, esse é o maior flagelo contra o nosso instinto de crescimento.

Indicar a escada para os outros subirem, desejando que sejamos nós a subir;

Correr para arrumar a mala do outro, desejando que sejamos nós a viajar;

Descobrir um especialista em felicidade para os outros, sendo que nos encontramos escravos da tristeza há muito tempo;

Convencer os outros sobre teorias de auto-ajuda; enquanto quem mais necessita de auxilio somos nós mesmos.

Tudo isso, e muito mais, são características dos coitados. Aqueles que fazem o papel de solícitos para disfarçarem o medo. Ocupar-se do outro e com os outros não deixa de ser um esconderijo perfeito para disfarçar nosso posicionamento na vida.

Fiquemos atentos. Avaliemos. É realmente necessário esquecermo-nos de nós?

O que há de tão escuro em nós e que insistimos em esconder.

Acreditemos! Se temos o poder de estimular o melhor no outro, é porque esse melhor está dentro de nós.

Afinal, amigos, ninguém dá ao outro o que não têm. O que esquecemos nesse processo é valorizar o nosso potencial interior e nos apresentarmos ao mundo como gente grande e não como criaturas em desvio de existência.

Estamos aqui, portanto, é aqui que a platéia está esperando para nos aplaudir.

Mãos à obra, lembrem-se que a platéia cansa de ficar sentada por muito tempo. Além do mais, não nos cabe menosprezar os aplausos vibracionais do universo.

OS APLAUSOS, POR INCRIVEL QUE PAREÇA, SÃO PARA TODOS. ORA APLAUDIMOS, ORA SOMOS APLAUDIDOS.


Irlei Wiesel é Psicoterapeuta, Escritora.
E-mail: ilhw@terra.com.br
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